Não me basto, então escrevo. Escrevo para ser outra ou outro. E por isso, sou um Zé ninguém. Sem rigidez, sem número de identificação, sem destino.
Sou o menino apaixonado, a amante, a criança, o melancólico, o desiludido, o bobo, a criança. Só mais alguma alma.
Quero ser muitos em um só e um só em muitos. Brincar de ser o mundo todo em todo o mundo.
Ser apenas um Zé alguém.
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sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
bobeira
minhas ideias são banais
minhas palavras não precisam ser checadas no dicionário
meu vocabulário não é difícil
meus versos são despretensiosos
no máximo, algo nas entrelinhas; nada demais
porque o que eu espero também é muito simples:
um sorriso seu
minhas palavras não precisam ser checadas no dicionário
meu vocabulário não é difícil
meus versos são despretensiosos
no máximo, algo nas entrelinhas; nada demais
porque o que eu espero também é muito simples:
um sorriso seu
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
metapoema
poesia
é procura
palpitação
que hora morre
hora tem ataque cardíaco
poesia
é invenção
mentira verdadeira
é trabalho que cansa
e descansa na loucura
poesia
é sorriso, pranto
choro, gargalhada
cócegas na alma
minha e sua
poesia
é dia-a-dia
agonia por paz
a poesia respira
vontade
poesia
é criança
que pergunta
e sabe de tudo
sem saber
a poesia quer mais
é ser tudo
e daqui a pouco tudo
se transforma
em poesia.
é procura
palpitação
que hora morre
hora tem ataque cardíaco
poesia
é invenção
mentira verdadeira
é trabalho que cansa
e descansa na loucura
poesia
é sorriso, pranto
choro, gargalhada
cócegas na alma
minha e sua
poesia
é dia-a-dia
agonia por paz
a poesia respira
vontade
poesia
é criança
que pergunta
e sabe de tudo
sem saber
a poesia quer mais
é ser tudo
e daqui a pouco tudo
se transforma
em poesia.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Lá vem a história
Uma poeta e um músico se apaixonaram. Aconteceu numa noite chuvosa de sábado. Uma barulheira sem tamanho naquele bar. Ele sugeriu irem a um lugar mais calmo. Num impulso ela ofereceu seu apartamento. Conversariam mais , beberiam mais e se conheceriam mais.
Foi amor a primeira vista. Ela não acreditava nisso. Dizia ser uma desculpa dos tolos para seus atos impensados. Ela preferia dizer que era paixão. No fundo, era amor. Ele dizia que era o destino. Ela concordava, para não brigar. Era sorte. O importante é que se entendiam. Alimentavam-se de arte. Todas as noites ele cantava no ouvido dela e ela escrevia mensagens românticas pela casa. Noites de versos improvisados e sopros de saxofone. Uma festa de agudos entre sussurros de amor em um concerto privado.
O tempo foi passando. E as palavras dela já não eram mais suficientes; seus versos não tinham mais graça. E a melodia dele não servia mais. As noites não eram mais de declamações, eram de silêncio. A música parou. A poesia parou.
O tempo foi passando. E as palavras dela já não eram mais suficientes; seus versos não tinham mais graça. E a melodia dele não servia mais. As noites não eram mais de declamações, eram de silêncio. A música parou. A poesia parou.
Eles tentaram de tudo para voltar a como era antes, mas tinham perdido a sintonia. Porém,não desistiram até terem a grande idéia: iriam interpretar! Ele seria o músico e ela seria a poeta. Voltaram ao lugar onde se conheceram para tentar novamente. E assim foi. As noites silenciosas viraram explosão de letras, exclamações e rimas entrelaçadas em diferentes ritmos. Eles precisavam de mais que palavras, mais que melodia, mais que eles mesmos. Eles precisavam da mentira, que não deixava de ser verdade.
Mas essa só mais uma história entre tantas outras mentiras minhas.
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