Era uma noite como outra qualquer. Talvez exceto pela quantidade de gente nas ruas e de álcool na cabeça. Eu comi, tomei banho, reclamei um pouquinho, ri de coisas sem-graça, conversei, fiz telefonemas; como em qualquer outro dia. E passou o dia, passou a tarde e a noite passou.
E é preciso comprar um calendário novo. E tem coisas velhas que devem ficar - como o amor, a amizade, o carinho. O velho e o novo sempre andam juntos e não adianta falar de esquecer o que passou. Mas está tudo fechado e o calendário fica pra amanhã.
Amanhã, mais um dia, como outro qualquer. Eu vou comer, reclamar, tomar banho, rir. Não necessariamente nessa ordem. Porque o que vem antes e o que vem depois andam juntos e não adianta ficar programando tudo. Nem tudo vai dar certo. Porque há a surpresa, o inesperado.
Alguns dias do calendário vão ficar na memória. E não será por um grande motivo. Vai ser por um jeito diferente de se dizer que ama, por uma coisa sem graça que você vai rir sempre que lembrar, por uma conversa boba. Hoje pode ter um pequeno motivo para ser diferente. E por isso, não é bom deixar tudo pra amanhã.
Ontem, hoje, amanha. Alguns dias vão ser ótimos, outros nem tanto. Mas tudo fica mais fácil quando quem a gente gosta está junto. E por isso, todos os dias são um dia qualquer. Mas as pessoas não. Elas não podem ficar pra amanhã, de jeito algum. Elas não passam no calendário. E são elas que fazem os dias ficarem na memória. Velhas ou novas, elas não passam. Elas só ficam. De dia, de tarde e de noite. Ontem, hoje e amanhã.
Meu calendário não é feito de dias, mas de lembranças.
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domingo, 1 de janeiro de 2012
domingo, 4 de setembro de 2011
vestígios de você
a saudade
faz carinho no coração
quando olho seus olhos
de fotografia
revelados na melacolia
enfeitando meu quarto
no porta retrato
e aporta meu coração
no teu
eu penso em risos
e pra dentro da memória
deslizo
minha mão
folheia a história
tantas lembranças
de uma vida de andanças
se inquieta e aconchega
em pensamentos que vem e vão
faz carinho no coração
quando olho seus olhos
de fotografia
revelados na melacolia
enfeitando meu quarto
no porta retrato
e aporta meu coração
no teu
eu penso em risos
e pra dentro da memória
deslizo
minha mão
folheia a história
tantas lembranças
de uma vida de andanças
se inquieta e aconchega
em pensamentos que vem e vão
sábado, 1 de janeiro de 2011
cochilo
gargalhadas da madrugada
desfilam pelas cabeças
pelas mentes
que agora apenas sentem
a leveza de uma noite sem fim
nas nuvens da juventude
aflita por um agora
o desconhecido não importa
o amanho mal-dormido
pesado e irresponsável
não pensa
fica esquecido
pra ser relembrado
em novas madrugadas
desfilam pelas cabeças
pelas mentes
que agora apenas sentem
a leveza de uma noite sem fim
nas nuvens da juventude
aflita por um agora
o desconhecido não importa
o amanho mal-dormido
pesado e irresponsável
não pensa
fica esquecido
pra ser relembrado
em novas madrugadas
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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