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quinta-feira, 26 de abril de 2012

faz frio lá fora
vestimos os melhores casacos
tantos braços!
em meio a brincadeiras e som
nossos risos caem pelo chão
fazendo cócegas nos pés
é felicidade!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Boa noite

Da onde eu vim,
não lembro bem

Tenho memórias cortadas
reinos de princesas
flores cor de rosa
legumes malvados

Histórias inventadas
ficam como legado

Partindo da imaginação de vó
chegavam aos ouvidos
da criança sonolenta
que hoje conta histórias
em forma de poema

terça-feira, 27 de março de 2012

Rio de Janeiro, 27 de março de 2012

Na tarde desta terça-feira, dia 27, ninguém importante morreu. Nenhum regime político foi derrubado. Nem tsunami, nem meteoro, nem outro fenômeno aconteceu. Nenhuma celebridade teve filho. Nenhum príncipe casou. Não teve barraco no BBB. Ninguém traiu ninguém na novela.
Nesta tarde de terça-feira, eu encontrei o meu amor. Mas isso não é notícia.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Eu conheci um menino de olhos brilhantes
Deviam brilhar de amor
Ou de terror
desse mundo que não brilha nem um pouco

Ele me ensinou a ver as coisas de outro modo
E mesmo assim, gostava do meu jeito
de fazer as coisas
Até quando era meio sem jeito

Os olhos brilhantes ficavam vermelhos
nas noites esfumaçadas
e nos dias tristes
Quando felizes, eram transparentes

Os olhos brilhantes
Definitivamente brilham de amor
Mas o brilho já não cabe em apenas dois olhos

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lua nua

estava sempre no mundo da lua
entao eu a chamava de lunática

mas não era lunar
pois era sempre cheia
nunca minguava
já não era tão nova
e também já não crescia

mesmo envolta de escuridão
era sempre cheia
de luz

talvez  fosse mais que lunática
devia ser louca

mas agora já era,
já estávamos em lua de mel

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

apenas o essencial

te quero (até amanhã de manhã)
espero (só mais quinze minutos)
que fique (não vá embora)
por aqui (esqueci a vírgula)
sem hora pra voltar (não, vá embora)
não olhe no relógio (já está na hora?)
não há tempo certo para se gostar (está atrasado)
não há sinal gráfico ou telegráfico que me façam ir (vá logo!)
me acostumei com aqui (tem certeza?)

agora retire todos os parênteses
(não vá)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

suicídio

Você se foi
eu cho
rei
assim: cortado, pelos soluços
cho
rei

até que cortei a mim
e
u
então parei.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Culinária amorosa (açucarado)

Fui a padaria
Comprei dois sacos de carinho e três litros de saudade
Bati no liquidificador com um pitada de sal
Não sei exatamente no que deu
Mas me lembrou você

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

0800

Estava com saudade de ti, amor.
Precisando de um pouco de carinho.
Fui então à livraria comprar dez livros de poemas de amor.
Para ler junto com vinho.
Na hora de pagar, que decepção.
Não vendiam amor à prestação.
Não pude comprar.

Enfim, você voltou, sem cobrar nada para se amar.

domingo, 22 de janeiro de 2012

amar-te

te amo porque acredito em arte
se não acreditasse
seus cachinhos seriam só cachinhos
ao invés de molas que resistem ao desamor
e então
não te amaria

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

bom dia

tudo que faço são poeminhas de travesseiro
espalho as minhas palavras na cama
como um menino bagunceiro
espalha seus brinquedos na grama
vivo então de fazer cafuné
só quero fazer abrir sorriso
como se fosse cosquinha no pé

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quem é o poeta

Não me basto, então escrevo. Escrevo para ser outra ou outro. E por isso, sou um Zé ninguém. Sem rigidez, sem número de identificação, sem destino.
Sou o menino apaixonado, a amante, a criança, o melancólico, o desiludido, o bobo, a criança. Só mais alguma alma.
Quero ser muitos em um só e um só em muitos. Brincar de ser o mundo todo em todo o mundo.
Ser apenas um Zé alguém.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Máquina

Se tudo fosse como abrir e fechar janelas no computador
Que simples seria
esconder o choro, ignorar um amor, terminar uma briga
Minimizar as pequenas chatas coisas, as preocupações
Fechar a dor, a tristeza, o desamor
Maximizar, só se fosse alegria
Que vida boa seria
Um clique,
a pele nem sente
Nem sente

domingo, 30 de outubro de 2011

descoberta

amor,
posso te chamar assim?
volta logo
porque isso aqui não pode ser só saudade

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

rima furta cor

se estou em seus pensamentos
meu intento é continuar
a tornar seus dias menos cinzentos
colorir nosso bem estar

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

qualquer um, desde que seja você

eu te conheci num dia qualquer
não importa se foi segunda, sexta ou sábado
não foi dia importante, era mais um

e quem diria, meu bem
que o bem que eu precisava
você tem para me dar todos os dias da semana

e não tem importância falar no passado
porque os dias que virão
mais um, dois, mil; serão sempre "mais um dia"

só que ao seu lado

domingo, 2 de outubro de 2011

cobertor

quando acordo num dia chuvoso
e você não está
me dá um nervoso
por não poder te abraçar

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

bobeira

minhas ideias são banais
minhas palavras não precisam ser checadas no dicionário
meu vocabulário não é difícil
meus versos são despretensiosos
no máximo, algo nas entrelinhas; nada demais
porque o que eu espero também é muito simples:
um sorriso seu